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Algar Telecom aposta em startups e inovação aberta

A Algar Telecom criou um espaço aberto ao ecossistema de inovação / Renato Cruz/inova.jor
A Algar Telecom criou um espaço aberto ao ecossistema de inovação / Renato Cruz/inova.jor

UBERLÂNDIA

Granja Marileusa é um bairro inteligente que está sendo construído em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Quando escolheu a Nokia para fornecer infraestrutura de telefonia celular no ano passado, a Algar Telecom incluiu no acordo o desenvolvimento de projetos de internet das coisas nesse bairro.

A operadora adotou um modelo de inovação aberta, que inclui fornecedores, universidades, centros de pesquisa e startups. A Nokia é somente um dos parceiros nos projetos da Granja Marileusa.

Com presença em oito Estados e uma rede óptica de 31 mil quilômetros, a Algar Telecom começou a trabalhar com startups no ano passado.

“Nos últimos anos, começamos a construir uma cultura pró-inovação”, afirma Jean Carlos Borges, presidente da Algar Telecom. “O Comitê de Inovação é diretamente ligado ao presidente.”

A Aceleratech foi a parceira da Algar Telecom para seu projeto de startups. A operadora selecionou três empresas para passarem por um processo de aceleração:

  • Intelup – sediada em Piracicaba (SP), desenvolve o uma plataforma chamada TipOff, que se conecta a sistemas e a equipamentos com sensores para identificar possíveis problemas, avisando os gestores por mensagens.
  • FindMe – a startup de Natal (RN) criou um crachá inteligente, que permite localizar e monitorar de forma automática os funcionários da segurança.
  • Espresso – o aplicativo para controle de despesas corporativas foi desenvolvido por uma startup de Uberlândia (MG).

Um foco importante do programa é o processo de mentoria, feito por executivos da operadora. “Queremos absorver a cultura de startup na operação”, afirma Rodolfo Ribeiro, diretor de Gestão da Inovação da Algar Telecom.

Segundo Renato Paschoareli, diretor de Estratégia e Regulatório da empresa, a ideia não é usar o projeto de aceleração de startups como uma maneira de selecionar fornecedores.

“Não queremos contaminar a startup com um grande contrato”, diz Paschoareli. “Não dá para dar ração de cachorro idoso para quem ainda é filhotinho.”

O programa de aceleração tem prazo de seis meses de duração, que pode ser estendido a 10 meses.

Gestão da inovação

Desde 2001, o Grupo Algar tem um Programa de Gestão de Processos (PGP) e um Programa de Gestão de Ideias (PGI). Na Algar Telecom, o grande desafio, vencido nos últimos anos, era transformar as ideias em projetos.

Apesar de ter um banco com milhares de ideias, em 2014 a empresa não tinha nenhum projeto em andamento. Neste ano, tem 31 protótipos em desenvolvimento.

Parte dos lucros distribuídos pela empresa é reservada aos funcionários responsáveis por projetos de inovação. “O reconhecimento é feito em dinheiro, com um pagamento anual”, destaca Paschoareli.

A Algar Telecom mede o sucesso de seus projetos de inovação a partir da geração de uma prova de conceito.

A operadora foi considerada a oitava empresa mais inovadora do País, num ranking definido pela consultoria AT Kearney e a revista Época Negócios.

  • O jornalista viajou a convite da Algar Telecom

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