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Quanto custa para a Samsung acabar com o Galaxy Note 7

Samsung anunciou o lançamento do Galaxy Note 7 em evento no Parque Olímpico, no Rio / Renato Cruz/inova.jor
Samsung anunciou o lançamento do Galaxy Note 7 em evento no Parque Olímpico, no Rio / Renato Cruz/inova.jor

O Galaxy Note 7 foi anunciado no começo de agosto durante evento que aconteceu simultaneamente em Nova York, Londres e no Parque Olímpico, no Rio.

O smartphone era uma grande aposta da fabricante sul-coreana para disputar a faixa superior do mercado, e trazia novidades como o recurso de reconhecimento de íris.

O produto acabou, no entanto, gerando uma das maiores crises já vistas no mercado de consumo. O Note 7 superaquece e, em alguns casos, chega a explodir.

Depois de um recall de 2,5 milhões de unidades, no começo deste mês, o problema persistiu. Hoje (11/10), a Samsung decidiu interromper a fabricação e as vendas do Note 7.

O fim do Note 7 traz prejuízos bilionários para a Samsung. A marca está em sétimo lugar entre as mais valiosas do mundo, segundo a Interbrand.

Na sessão mais recente da Bolsa de Seul, os papéis da fabricante caíram 8%, o que resultou numa perda de valor de mercado de US$ 19 bilhões.

Risco de segurança

O ponto mais grave da crise é que o Note 7 não é somente um produto defeituoso. Ele coloca em risco a segurança do consumidor.

Apesar de não haver informações oficiais, o Financial Times noticiou que o problema não estaria nas baterias usadas pelo aparelho, mas na tecnologia que permite o carregamento rápido de energia.

Com sua tela grande (5,7 polegadas na versão cancelada), a linha Note foi responsável pela popularização do conceito de “phablet”, aparelho intermediário entre o tablet e o smartphone, e pela volta da caneta stylus.

Além da perda de valor de mercado, a Samsung enfrenta dois tipos de prejuízo: o do cancelamento do aparelho em si e do impacto geral na marca.

Analistas acreditam que o cancelamento do Note 7 pode custar US$ 17 bilhões à Samsung, segundo a agência Reuters, sem contar o impacto nas vendas de outros produtos, mais difícil de estimar.

A Samsung é a maior fabricante de celulares do mundo, tendo vendido 76,7 milhões de unidades no segundo trimestre, de acordo com o Gartner, o que representou uma fatia de mercado de 22,3%.

Confiança do consumidor

O caso Note 7 é especialmente problemático para a Samsung na competição com a Apple (segundo maior fabricante de smartphones) pelos aparelhos de alto padrão, já que é importante para essas marcas apresentarem-se como referência de qualidade.

“Não dá para calcular a perda de confiança do consumidor em dinheiro”, escreveu em editorial o Chosun Ilbo, maior jornal da Coreia do Sul, citado New York Times.

O periódico sul-coreano também destacou que “não levou muitos anos para a Nokia despencar do seu posto de maior fabricante de celulares do mundo”.

No Brasil, a Samsung divulgou a seguinte nota:

“Para benefício da segurança dos consumidores, interrompemos as vendas e trocas do Galaxy Note 7 pelo mesmo modelo e consequentemente, decidimos parar a produção do produto.

A Samsung destaca que o produto não foi comercializado no Brasil. Caso o consumidor tenha adquirido o Galaxy Note 7 fora do Brasil ou para mais informações a respeito do tema, por favor, entre em contato com nossa equipe de atendimento ao consumidor pelo telefone: 4004-0000 (capitais) e 0800-124-421 (demais cidades).”

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