inova.jor

inova.jor

Ontário: ‘Inovação é chave para o sucesso dos negócios’

Ontário: O cineasta David Cronenberg observa uma impressora 3D no TIFF Bell Lightbox / George Pimentel/Creative Commons
O cineasta David Cronenberg observa uma impressora 3D no Tiff Bell Lightbox / George Pimentel/Creative Commons

O mercado de tecnologia deve movimentar US$ 54,6 bilhões no Brasil em 2016.

No entanto, ainda precisamos falar sobre a importância da área de pesquisa e desenvolvimento (P&D) para o setor e da necessidade de incentivarmos a inovação no País.

Temos visto que a prática de inovação e investimento em P&D tem sido adotada até por empresas que não possuem o DNA em tecnologia.

As companhias já perceberam que a inovação é chave para o sucesso do negócio.

A província de Ontário, localizada no Canadá, é um dos exemplos dessa tendência. O setor de ciências da vida representa cerca de 51% de todos os gastos do Canadá em P&D.

Outras práticas do mercado canadense podem servir de modelo de inspiração para o avanço de pesquisa e desenvolvimento no Brasil.

A montadora GM, por exemplo, anunciou uma expansão de seu centro de P&D na província canadense para a fabricação de carros autônomos.

A previsão é de contratação de 700 engenheiros para o projeto tecnológico – uma demonstração de que além dos avanços em inovação, P&D tem impacto positivo na geração de empregos.

Fundos para inovação

Todd Barrett, cônsul de Ontário / Divulgação
Todd Barrett, cônsul de Ontário / Divulgação

A integração entre o setor privado e o público é fundamental para a inovação.

Em Ontário são investidos, anualmente, 14 bilhões de dólares canadenses em pesquisa e desenvolvimento e há, ainda, diversos fundos que ajudam empresas a tirarem seus projetos do papel.

Um deles é o Eastern Ontario Development Fund, que desde 2013 investiu cerca de 35 milhões de dólares canadenses para projetos que têm como premissa criar empregos, encorajar inovação e colaboração e desenvolver pólos.

Apesar do cenário de instabilidade econômica, a indústria brasileira prevê investimentos de R$ 6,8 bilhões em P&D para este ano, número 4,9% maior do que os R$ 6,5 bilhões de 2015.

Mas incentivos fiscais são necessários para manter investimentos e crescimento.

Em Ontário, há um programa de incentivo no qual o investidor consegue deduzir, a cada 100 dólares canadenses gastos em pesquisa e desenvolvimento, de 37 a 61 dólares canadenses após impostos.

No Brasil, temos a Lei do Bem, que cria a concessão de incentivos fiscais às pessoas jurídicas que realizarem P&D de inovação tecnológica e concede deduções ou reduções nas alíquotas de IRPJ, CSLL e IPI.

Mas ainda temos pontos a melhorar.

Pesquisa acadêmica

Taxas e incentivos fiscais precisam estar interligados com investimentos em educação, que é ponto-chave para o crescimento da área de inovação.

Criar mecanismos para o profissional exercitar o desenvolvimento de novas tecnologias também no ambiente acadêmico é fundamental.

Na província de Ontário, empresas do setor privado investem em universidades para o desenvolvimento de pesquisas.

Essa parceria torna a força de trabalho mais preparada para criar novas tecnologias e também incentiva o empreendedorismo entre jovens profissionais recém-formados.

Reunir os esforços dos setores privados e públicos, além do investimento em educação, são algumas das alternativas para fortalecer a área de pesquisa e desenvolvimento no mercado brasileiro.

Modelos que são aplicados na América do Norte, como o da província de Ontário, podem servir de inspiração para o Brasil potencializar a inovação.

  • Todd Barrett é cônsul comercial de Ontário

Comentários

comentários

Publicações relacionadas

Legislação brasileira não protege métodos de negócios nem funcionalidades de software / George Buchholz/Creative Commons

Como a propriedade intelectual protege as fintechs

Vivemos uma ascensão das empresas que utilizam ferramentas tecnológicas para prestação de serviços financeiros, as fintechs. Em outras palavras, empresas de soluções inovadoras que buscam facilitar a realização de transações financeiras como empréstimos e pagamentos, bem como auxiliar os clientes na administração de suas finanças. Segundo dados da consultoria Accenture,[…]

Leia mais »
Aluguel do carro pode sair de graça, dependendo do número de viagens / Domínio Público

Quem ainda precisa comprar um carro

A combinação de carros autônomos com serviços como Uber e Lyft pode tornar obsoleta a ideia de comprar um automóvel. Enquanto os veículos sem motorista não chegam ao mercado, as montadoras vão se preparando para esse cenário. Ontem, a General Motors anunciou nos Estados Unidos a oferta de aluguel de[…]

Leia mais »

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Bitnami