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Como levar 4G para Fernando de Noronha

Para oferecer 4G em Fernando de Noronha, a TIM combinou três frequências / Eduardo Muruci/Creative Commons
Para oferecer 4G em Fernando de Noronha, a TIM combinou três frequências / Eduardo Muruci/Creative Commons

A TIM anunciou ontem (8/12) a cobertura de Fernando de Noronha (PE) com comunicações móveis de quarta geração (4G). Trata-se da milésima cidade a receber a tecnologia da operadora.

“Neste ano, instalamos 4G em média em duas cidades por dia”, afirma Leonardo Capdeville, diretor de Tecnologia da TIM Brasil. “Até o fim do ano que vem, queremos chegar a 2 mil cidades, o que significa elevar a média para três cidades por dia.”

Em Fernando de Noronha, a TIM combinou três frequências para oferecer 4G:

  • 700 MHz – normalmente usada para a TV analógica, que já estava desocupada na ilha;
  • 1.800 MHz – originalmente destinada ao GSM, tecnologia de segunda geração (2G);
  • 2.600 MHz – a primeira faixa vendida pelo governo brasileiro para a 4G.

A faixa de 700 MHz tem a vantagem de, por ser mais baixa, garantir uma cobertura maior das antenas.

“Com o 700 MHz, conseguimos um raio de cobertura três vezes maior (do que a faixa de 2.600 MHz) e uma área quase 12 vezes maior”, explica Capdeville.

Rio Verde (GO) foi a primeira cidade a ter a TV analógica desligada, e nela a faixa de 700 MHz já está disponível. A segunda foi Brasília, onde a previsão do início de uso da frequência de 700 MHz para 4G é abril.

Conforme a TV analógica for desligada, a cobertura de 4G deve melhorar. Fernando de Noronha é a segunda cidade em que a TIM instala a 4G em 700 MHz.

Internet móvel

A quarta geração deve trazer uma melhora considerável para o serviço de internet móvel na ilha.

Antes, com a 3G, os clientes da TIM conseguiam conexões médias de 100 quilobits por segundo (kbps), o que equivale a um décimo de megabit por segundo (Mbps).

Essa velocidade nem pode ser considerada banda larga. Além disso, o sinal de internet chegava à ilha por meio de um satélite de órbita geoestacionária.

O satélite geostacionário fica a 36 mil quilômetros da superfície da Terra, e garante uma latência (tempo de retorno) de 600 milissegundos (milésimos de segund0), devido ao tempo em que o sinal leva para subir até o satélite e voltar.

Pode parecer pouco, mas não é. Quando a rede transporte é de fibras ópticas, a 4G costuma ter uma latência menor do que 100 milissegundos.

Para a ilha, a TIM passou a usar, para transporte, satélites de órbita média da 03b, que ficam 8 mil da Terra, e garantem uma latência de 150 milissegundos.

A velocidade da 4G de Fernando de Noronha atinge picos de 30 Mbps, o que permite aplicações como vídeo sob demanda ou chamadas de vídeo, impossíveis no serviço de 3G que havia na ilha.

Atualmente, 21% dos 247 milhões de acessos celulares em operação no Brasil têm tecnologia 4G. “No nosso caso, a 4G já corresponde a mais da metade do tráfego”, diz Capdeville.

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