inova.jor

inova.jor

Como a Samsung quer se aproximar de startups brasileiras

Empresas apoiadas pela Samsung na Coreia do Sul apresentaram produtos na CES, em Las Vegas / Renato Cruz/inova.jor
Empresas apoiadas pela Samsung na Coreia do Sul apresentaram produtos na CES, em Las Vegas / Renato Cruz/inova.jor

Startups brasileiras com soluções em realidade virtual, saúde digital, educação digital, bem-estar, vestíveis, convergência e internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) estão na mira da Samsung.

A gigante sul-coreana lançou recentemente a segunda rodada do Programa de Promoção da Economia Criativa, que busca startups com soluções inovadoras para a empresa.

Durante nove meses, 13 startups de todo o Brasil participarão do processo de aceleração, tendo como base processos aplicados no Centro de Economia Criativa e Inovação da Coreia do Sul.

Para a aplicação do programa no Brasil, a Samsung fechou parceria com a Anprotec e sua rede de incubadoras associadas espalhadas por todas as regiões do País.

Alcance nacional

José Aranha, vice-presidente da Anprotec, acredita que a dimensão do projeto em relação aos demais programas de incubação promovido por empresas é um dos diferenciais do Programa de Promoção de Economia Criativa.

“O diferencial do projeto da Samsung é que eles expandem para o Brasil todo, diferentemente da maioria das empresas que procuram startups em apenas determinadas regiões, limitando bastante”, diz Aranha.

A segunda turma começou neste mês e deve contar com a mentoria e participação intensiva de executivos da Samsung.

Durante três dias, as startups escolhidas receberam minicursos, workshops e mentorias da Samsung e de gestores da Anprotec, focados em conteúdos de diversos temas sobre empreendedorismo e inovação. O evento aconteceu em São Paulo.

Nos oito meses restantes do programa, as startups vão participar do processo em incubadoras parceiras da Anprotec espalhadas pelas suas regiões.

O uso de incubadoras por região foi uma das adaptações brasileiras ao programa da Coreia do Sul. O trabalho regional feito com as startups é totalmente acompanhado pela Samsung.

Investimento

Ao fim do programa, startup que desenvolveram projetos interessantes para a Samsung podem receber um aporte de até R$ 250 mil.

A procura de empresas de grande porte por startups faz parte de uma tendência mundial, segundo explica Aranha. Para ele, o número tende a crescer nos próximos anos.

“Vemos bancos e empresas de telecomunicações abrindo seus espaços para receber startups e isso faz parte de suas perspectivas de inovação aberta. Vemos agora o interesse de empresas saindo dos eixos sul-sudeste e buscando essas startups também em outras regiões”, completa Aranha.

Comentários

comentários

Publicações relacionadas

Transformação digital: Otto Berkes, diretor de tecnologia da CA Technologies, trabalhou na Microsoft e na HBO / Renato Cruz/inova.jor

‘Transformação digital também é transformação cultural’

Otto Berkes é um especialista em transformação digital. Antes de ser diretor de tecnologia da CA Technologies, foi um dos fundadores do Xbox, responsável pelo ingresso da Microsoft no mercado de videogames, e criador do HBO Now, o serviço de vídeo sob demanda do canal de televisão. Na semana passada, Berkes[…]

Leia mais »
A empresa brasileira Blanver aposta em inovação para melhorar produtos já existentes / Divulgação

O que falta para aumentar a pesquisa na indústria farmacêutica

A saúde é um setor intensivo em pesquisa e desenvolvimento (P&D). Os investimentos da indústria farmacêutica, no entanto, devem crescer pouco nos próximos anos. O relatório 2016 Global Life Sciences Outlook, da Deloitte, analisou as perspectivas globais do setor farmacêutico. Segundo o estudo, os gastos de P&D devem subir somente 2,4% entre[…]

Leia mais »

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Bitnami