inova.jor

inova.jor

Rede elétrica inteligente reduz consumo de energia

Smart grid: sensores em lâmpadas públicas economizam energia nas cidades inteligentes / Premsa SantCugat/Creative Commons
Sensores em lâmpadas públicas economizam energia nas cidades inteligentes / Premsa SantCugat/Creative Commons

Há quase duas décadas, o Brasil viveu uma era de apagões. Atualmente, com a crise econômica, o País trabalha com excedente de energia até 2020.

A rede elétrica inteligente (smart grid) pode garantir um consumo eficiente de energia, para que o País não enfrente problemas com a retomada da economia.

Com sensores espalhados pela cidade, garantindo eficiência energética tanto de espaços públicos quanto de privados, o brasileiro deve aprender a consumir melhor a energia.

“O usuário terá em mãos o consumo detalhado da sua conta. Como num futuro próximo os objetos estarão todos conectados, ele poderá ver o melhor horário para programar a sua lavagem de roupa, por exemplo”, explica José Roberto Silva, consultor de serviços da CGI no Brasil.

Medidores inteligentes

Para o especialista, a tecnologia de smart grid ajudará o consumidor e o governo a economizarem. Isso porque, com a implantação de medidores inteligentes, que começam a ser instalados no País, as fraudes de energia passam a ser praticamente nulas.

A expectativa, no entanto, é de não ver projetos de larga escala em prática tão rápido quanto em outros países.

“Para que as cidades inteligentes saiam do papel seria necessário uma revolução. O investimento é alto e alguém precisaria pagar a conta, mas ainda não ficou acertado se quem precisará pagar é próprio consumidor ou o governo”, diz Silva.

As crises econômica e política devem ser os principais fatores a atrasar os investimentos.

“Apesar de o governo ter criado um grupo para debater cidades inteligentes, acho muito difícil que ele esteja disposto a ter esse alto investimento agora. O Brasil é um País continental, desigual e que precisaria de muito esforço para levar a tecnologia. Não podemos esquecer que ainda há locais que sequer existe energia elétrica”, explica Marco Afonso, diretor de consultoria de utilities da CGI.

Energias renováveis

A tecnologia brasileira para energias renováveis é outra aposta do setor.

Com o avanço estrutural dos parques eólicos no Nordeste, a energia solar começa a engatinhar como uma oportunidade de geração para o País.

“O Brasil é perfeito para as energias renováveis e o governo passa a ver um potencial enorme para isso. Até porque a geração de energia elétrica por hidrelétricas está cada vez mais complicada”, completa Afonso.

No Brasil, a energia eólica tem se tornado um campo promissor para startups.

Comentários

comentários

Publicações relacionadas

O mercado de cidades inteligentes é um dos focos da Atech para diversificar operações / Rafael Carvalho/Creative Commons

Atech, da Embraer, aposta em mercado corporativo e cidades

Criada em 1997 para desenvolver software para o Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam), a Atech pertence hoje ao Grupo Embraer. Em 2011, a Embraer Defesa & Segurança comprou 50% da Atech por R$ 36 milhões e, dois anos depois, adquiriu o restante da empresa. Atualmente, a empresa busca diversificar sua[…]

Leia mais »
O MindSphere, da Siemens, permite analisar em tempo real dados gerados por máquinas / Renato Cruz/inova.jor

Siemens procura desenvolvedores de aplicativos para a indústria

HANNOVER Na chamada Indústria 4.0, as máquinas são conectadas e geram informações a partir de sensores. O software que controla o chão de fábrica está ligado ao sistema de gestão empresarial. É possível receber eletronicamente os pedidos dos clientes e fabricar produtos personalizados sem paradas da linha de produção para reconfigurá-la.[…]

Leia mais »

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Bitnami