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‘Ou a grande empresa se alia a startups ou fica caro e lento fazer inovação’

Open Innovation Week reuniu startups e empresas atrás de inovação / Mariana Lima / inova.jor
Open Innovation Week reuniu startups e empresas atrás de inovação / Mariana Lima / inova.jor

O Brasil ainda está atrás no ranking dos países que mais investem em inovação aberta. O mercado, no entanto, dá sinais de que está pronto para esse tipo de integração.

O Open Innovation Week, evento que discute a necessidade de inovação aberta e de integração de grandes empresas a startups, começou hoje (21/2) e termina amanhã em São Paulo.

“O Brasil joga na quarta divisão da inovação”, disse Bruno Rondani, presidente da 100 Open Startups, que organiza o encontro. “Mas o fato de ter muitas empresas aqui dispostas a fazer negócio mostra que estamos em um cenário bem diferente dos últimos anos.”

Os dois dias de evento terão uma série de palestras com executivos de diferentes áreas que apostam em inovação aberta. A ideia é despertar em outros empresários a intenção de investir, colaborar ou contratar serviços de startups.

“É impossível, mesmo para uma empresa de mais de mil funcionários, fazer sozinha todas as pesquisas e testes para novos produtos”, afirmou John Biggs, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento para América Latina da Dow. “Ou a grande empresa se alia a startups ou fica caro e lento fazer inovação.”

Investimentos atuais

Diretor científico da Fapesp, Brito Cruz, foi responsável por mostrar que o cenário atual é propício para o encontro de grandes empresas, startups e academia, pelo menos no Estado de São Paulo.

“Todo mundo aqui já ouviu falar que o Brasil faz pouca inovação. Mas há estudos do IBGE que apontam que, só em São Paulo nos últimos três anos, 15 mil empresas inovaram com tecnologia”, disse.

Em 2015, as empresas investiram no Estado R$ 27,5 bilhões em inovação. O valor, segundo Brito, equivale a 1,7% do Produto Interno Bruno (PIB) estadual.

Futuro próximo

Eduardo Thuler, presidente da Catho fechou a manhã com um cenário promissor para startups.

O executivo falou sobre o futuro do trabalho e as oportunidades para inovação, destacando como a tecnologia vai impactar, em poucos anos, profissões e mercados hoje tradicionais.

“O modelo de trabalho mudou e ainda passará por mais alterações. Para não fechar, a empresa precisa se adaptar para ser interessante para os funcionários-talentos”, disse.

“O que mudou na cabeça desses profissionais das novas gerações é que eles querem mais autonomia, e isso está intimamente ligado à felicidade. Eles não querem mais estagiar numa multinacional, querem ter uma empresa para trabalhar junto”, completou Thuler.

Segundo o executivo, os de jovens querem escolher:

  • o projeto em que vão trabalhar;
  • a equipe da qual vão participar;
  • o horário de trabalho; e
  • as técnicas que vão empregar para executar o trabalho.

No salão ao lado, startups se aglomeravam para apresentar ideias em painéis dispostos num corredor que dava acesso ao local das palestras.

Em dois dias, espera-se que ao menos 200 contratos sejam firmados entre as 130 startups participantes e 87 grandes empresas cadastradas.

“No ano passado, foram 100 contratos firmados. Neste ano o cenário está mais favorável”, disse Bruno Rondani.

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