inova.jor

inova.jor

Como garantir a segurança de jovens e crianças na internet

Sonia Livingstone explica como os pais podem garantir a segurança das crianças na internet / Mariana Lima / inova.jor
Sonia Livingstone explica como os pais podem garantir a segurança das crianças na internet / Mariana Lima/inova.jor

Quais conteúdos as crianças podem ou não devem acessar na Internet? Quais são os riscos e as oportunidades que o contato direto com a tecnologia trazem à vida de adolescentes? De quem deve ser a responsabilidade da segurança de crianças e adolescentes no mundo online?

Essas questões permeiam a cabeça de milhares de país e responsáveis de crianças e adolescentes, que gastam horas diárias em atividades totalmente online.

O assunto foi tema de debate no evento Crianças e adolescentes na era digital: novas perspectivas para as políticas públicas, criado pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), em parceria com Unicef e SaferNet.

Pesquisas

A discussão destacou a necessidade de o País investir em pesquisas quantitativas e qualitativas sobre o uso da internet por crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos.

Segundo a SaferNet, por exemplo, nos últimos 10 anos, 13 mil crianças e adolescentes registraram casos de violência pela internet no Brasil.

Dentre os casos de envio de nudez sem autorização e intimidação sistemática, 70% foram denunciados por meninas. O Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) desenvolve um estudo mais detalhado sobre o tema.

“Nas pesquisas que fizemos, vemos que os crimes na internet estão muito relacionados à questão de gênero”, diz Maria Eugenia Sozio, membro da equipe de pesquisa do Cetic.br. “Podemos usar dados mais aprofundados para incentivar novas pesquisas e políticas públicas específicas.”

Experiência global

Criado na Inglaterra com a expectativa de se tornar uma plataforma global, o Global Kids Online tem por objetivo levantar dados sobre o uso de internet por adolescentes e crianças pelo mundo.

Liderado pela professora inglesa Sonia Livingstone, o projeto quer servir de base para a construção de políticas públicas em diferentes regiões do globo.

“Todos os governos querem ter em mãos evidências antes de criar suas políticas públicas. Mas poucos investem nessa pesquisa. Por isso firmamos parcerias com universidades e com a Unicef, que ajuda no financiamento do levantamento de dados”, diz Livingstone.

Acompanhamento

Para a especialista, um dos principais erros é acreditar que, por serem considerados nativos digitais, crianças e adolescentes não precisam de orientação para usar a internet.

“O erro aí é claro porque, apesar de acharmos que muitas vezes eles nos ensinam a usar as ferramentas, somos nós, adultos, que precisamos ajudá-los a entender essa avalanche de informações que a internet traz”, completa a especialista.

Empoderamento digital

Em relação à segurança, a especialista sugere empoderar os mais novos para que eles compreendam os riscos que correm ao usarem internet.

“É muito comum os pais tomarem para si a responsabilidade de cuidar do que é visto, mas esses jovens passam muito tempo ligados à internet e os adultos não conseguem acompanhar” diz.

Livingstone explica que a estratégia comum de ameaçar as crianças dizendo que certos usos da internet podem acarretar em incidentes como sequestros ou mortes delas pode diminuir também possibilidades de aprendizado.

“Estimular o medo não é uma boa saída. O que os pais e professores precisam fazer é ensiná-los a se defender na internet, como fazem na vida real”, conclui.

Comentários

comentários

Publicações relacionadas

O Crowd Vale da Eletrônica fica no Inatel, em Santa Rita do Sapucaí / Divulgação

Crowd Vale da Eletrônica lança segunda chamada de startups

O Crowd Vale da Eletrônica abriu as inscrições de seu segundo processo seletivo para startups. O prazo termina em 9 de junho. Sediada em Santa Rita do Sapucaí (MG), a iniciativa é uma parceria entre Telefónica Open Future, Inatel e Ericsson. Pré-aceleração Serão selecionadas até 20 startups para um período de[…]

Leia mais »
Prince decidiu, em 2015, oferecer suas músicas somente no Tidal / penner/Creative Commons

Por que é difícil achar músicas do Prince na internet

Ontem (21/4), os fãs que tentaram homenagear Prince compartilhando suas músicas nas redes sociais não tiveram muitas opções. Suas canções não estão disponíveis nos serviços mais populares, como Spotify e Apple Music. Mesmo no YouTube as escolhas são poucas, como a cover de “Creep” (no vídeo abaixo), do Radiohead, no Festival Coachella[…]

Leia mais »

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Bitnami