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Job for Model opera plataforma digital para contratação de modelos

Job for Model quer eliminar as agências de modelos dos processo de contratação / Michel Zappa / Creative Commons
A Job for Model quer eliminar as agências de modelos do processo de contratação / Michel Zappa /Creative Commons

A Job for Model criou uma plataforma digital para empresas contratarem modelos diretamente. A startup espera fechar sua terceira rodada de investimentos ainda no segundo semestre deste ano.

A ideia surgiu durante conversa entre os dois sócios. Filipi Russo, hoje presidente da startup, procurava um projeto que pudesse seguir os passos do Uber e do Airbnb no Brasil.

Enquanto isso, Juliane Rudolph, que atuava como modelo, buscava uma alternativa para fugir das tradicionais agências.

“A Juliane reclamava que era difícil trabalhar como modelo porque as agências acabam ficando com a maior parte do valor do trabalho. Além disso, demoravam cerca de 60 dias para pagar. Foi aí que tivemos a ideia da plataforma”, conta Russo.

Investimento

O primeiro aporte financeiro foi resultado do processo de aceleração da ACE, em que a startup participou entre o fim de 2015 e o início de 2016.

O valor exato do investimento não pode ser divulgado, mas estima-se que seja em torno de R$ 100 mil.

O segundo aporte aconteceu no ano passado. A startup recebeu aproximadamente R$ 1 milhão de um grupo de investidores-anjo.

A próxima rodada, prevista para o segundo semestre, será usada para aumentar a equipe, hoje formada por sete pessoas.

“Queremos fazer aplicativo que facilite o serviço. Além de poder oferecer o trabalho de outros profissionais na plataforma, como cabeleireiros, maquiadores e fotógrafos”, diz o presidente.

Funcionamento

Atualmente o Job for Model conecta modelos (homens e mulheres) maiores de idade e empresas que precisam de profissionais para desfiles, campanhas publicitárias e panfletagem.

Para isso, as empresas precisam fazer um cadastro no site, disponibilizando os seu CNPJ para aprovação. Já os modelos, criam seus perfis com fotos, informações pessoais e métricas.

“Tudo é avaliado, semelhante ao que acontece com o Uber. Os modelos que mais recebem indicações, ficam bem posicionados em um ranking que criamos. Assim, ficam mais visíveis no site”, diz Russo.

As empresas que procuram modelos criam um evento na própria plataforma. Assim, definem o valor do cachê, especificam o trabalho e o perfil de profissional que buscam.

Tecnologia

O algoritmo criado pela equipe de tecnologia da empresa é o responsável por filtrar as informações e notificar os modelos com as características solicitadas para o trabalho. É possível ainda, se candidatar a vaga de forma manual.

“Depois disso, as empresas podem entrar em contato com os modelos por um chat que temos disponível no site. O pagamento também é feito pela plataforma, o que agiliza o recebimento pelos modelos”, diz o executivo.

Em contrapartida, a startup cobra dos modelos uma taxa de 20% do valor recebido por trabalho. Não são cobradas taxas para empresas.

Existem hoje 4 mil empresas e 9 mil modelos cadastrados no Job for Model. A startup não quis divulgar seu faturamento.

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