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Quais são os caminhos dos bancos para a transformação digital

Evento do inova.jor, com patrocínio da Unisys, reuniu líderes do setor bancário em mesa redonda sobre transformação digital
Mesa redonda sobre transformação digital, promovida pelo ‘inova.jor’ com apoio da Unisys, reuniu líderes do setor bancário / Unisys

O setor bancário, assim como outros segmentos da economia, enfrenta um momento de grandes mudanças rumo à transformação digital.

Nessa jornada, mais que mudar a infraestrutura de tecnologia da informação (TI) e processos, as empresas do setor devem passar por uma transição cultural para atender às novas demandas dos clientes.

É preciso entender o comportamento do usuário e oferecer experiência personalizada, sem abrir mão da segurança, conforme defenderam executivos do setor financeiro, na terça-feira (15/8), durante Mesa Redonda sobre Transformação Digital no Setor Bancário.

Realizado em São Paulo pelo inova.jor, o evento contou com apoio da Unisys.

“Não adianta a empresa ter uma tecnologia parruda, se não conhece o perfil e as necessidades do cliente. As empresas tradicionais têm um grande desafio de transformação cultural para se tornarem digitais”, reiterou Sergio Furio, CEO da Creditas, plataforma digital de empréstimos.

Fernando Fagundes, CEO da Unicred, acrescentou que, além da tecnologia, é preciso investir também na cultura e ecossistema. “Não é só a tecnologia que vai resolver. É essencial integrá-la ao negócio”.

A fintech de investimentos Magnetis, por exemplo, identificou oportunidades não atendidas no mercado financeiro tradicional para criar seu modelo de negócios totalmente digital.

“A tecnologia nos ajudou a prover um serviço de investimento de baixo custo a todas as pessoas, independentemente do tamanho do seu patrimônio”, descreveu Luciano Tavares, CEO da empresa.

Empresas 100% digitais

Com mais de 400 mil clientes, o Original já nasceu como um banco de varejo 100% digital.

“Nosso principal desafio é olhar o ponto de vista do cliente e oferecer a ele uma experiência diferenciada”, disse Norberto Marque, superintendente de plataformas da instituição.

A Youse, que oferece seguros de vida, auto e residencial, também optou por já ser criada como uma plataforma totalmente online.

“Inovamos na experiência de compra e não no produto em si”, avalia o diretor Eldes Mattiuzzo. A Youse pertence à Caixa Seguradora.

Apesar de ter sido fundado há 22 anos, o Banco Inter (anteriormente Intermedium) lançou suas operações de varejo como uma instituição 100% digital.

“Iniciamos a transformação digital do banco há dois anos, ao oferecer a abertura de conta 100% digital, sempre com foco na experiência do usuário”, afirmou o diretor executivo Marco Túlio Guimarães.

Jovens conectados

Mais familiarizados com o universo digital, os millennials, ou geração Y, são um segmento crescente no mercado, que têm estimulado os bancos a ampliarem os serviços digitais.

A forma como um millennial quer interagir com seu banco não é muito diferente de como ele interage com seu celular, com facilidade e a qualquer momento que precisa.

“Os millennials trazem um novo comportamento de interação com os canais digitais e querem ser atendidos por meio de um serviço personalizado”, declarou Jorge Andrés Gomez, diretor de serviços financeiros da Unisys para a América Latina.

No entanto, o executivo reforçou que tal comportamento também já pode ser visto entre usuários que não fazem parte dessa geração.

Para José Isern, vice-presidente de tecnologia da First Data, “é importante, na jornada digital, oferecer uma experiência completa para qualquer perfil de usuário”.

Segundo o executivo, a provedora de serviços e tecnologia de pagamentos agora se concentra nas oportunidades advindas da migração da compra física para o comércio eletrônico.

Desafios da transformação digital

Apesar dos avanços, os executivos concordam que ainda há muito trabalho a se fazer rumo à transformação digital, que vão além da segurança nas transações.

“A regulação brasileira precisa avançar e quebrar paradigmas. A abertura de uma conta pessoa jurídica, por exemplo, ainda é muito lenta”, ponderou Eugênio Fabbri, diretor de tecnologia do Banco Pine.

“Acredito que o desafio está em usar a decisão analítica para criação de ativos digitais”, indagou Luiz Afonso Laga, CIO da Edenred, ressaltando que o país está em uma posição de vanguarda no setor financeiro.

Já para Ronaldo França, head de digital, transformação e inovação da BNP Paribas Cardif, “a transformação digital de nossos parceiros (bancos e varejos), bem como a conversão do ponto de vendas para o online, são desafiadores”.

Por fim, na opinião de Paulo Kulikovsky, CEO da Acesso, o principal desafio do setor bancário para se digitalizar está relacionado à falta de mão de obra qualificada.

“Está difícil de encontrar profissionais capacitados em áreas técnicas. É preciso haver quantidade e qualidade para manter a velocidade do negócio”, concluiu.

É preciso entender o comportamento do usuário e oferecer experiência personalizada, sem abrir mão da segurança / inova.jor
É preciso entender o comportamento do usuário e oferecer experiência personalizada, sem abrir mão da segurança / inova.jor

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