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Por que a China decidiu banir a emissão de moedas digitais

O governo chinês considera a emissão de moedas digitais uma ameaça à estabilidade da economia / Alexander Mueller/Creative Commons
O governo chinês considera as moedas digitais uma ameaça à estabilidade da economia / Alexander Mueller/Creative Commons

A emissão inicial de moedas digitais tem se tornado uma alternativa atraente para empresas atrás de financiamento.

Hoje (4/9), porém, o banco central chinês anunciou a decisão proibir esse tipo de operação no país e de punir ilegalidades nas emissões já concluídas.

Além disso, quem levantou dinheiro pela emissão de tokens (como são chamadas as moedas digitais) terá de devolvê-lo aos investidores.

Depois de uma investigação sobre esse mercado, a autoridade monetária considerou as ICOs (sigla em inglês de emissão inicial de moeda) uma ameaça a estabilidade da economia da China.

Apesar de não ter citado o bitcoin e o ethereum, a decisão derrubou a cotação das duas moedas, que não são resultados de ICOs.

Nesta tarde, o bitcoin caía 7%, para US$ 4.318,48, e o ethereum perdia 12%, cotado a US$ 301,09.

Tokens

Segundo a Bloomberg, foram levantados US$ 1,6 bilhão em 2016 por meio da emissão inicial de moedas digitais.

A agência chinesa de notícias Xinhua divulgou em julho que haviam sido feitas 65 ICOs neste ano, que levantaram US$ 395 milhões (2,6 bilhões de iuanes) de 105 mil pessoas no país.

As plataformas chinesas foram proibidas de trocar tokens por moeda corrente e eles foram proibidos de ser usados como substitutos ao dinheiro.

A sigla ICO foi criada propositalmente para lembrar IPO, acrônimo em inglês de oferta inicial de ações.

Mas, no lugar de um investidor receber uma participação na empresa, a ICO oferece moedas virtuais, ou tokens, normalmente baseadas na tecnologia blockchain, a mesma por trás do funcionamento do bitcoin.

Diferentemente das ações, que são negociadas num mercado bastante regulado, os tokens são reconhecidas somente pela companhia que as emitiu e por sua rede de investidores.

Ou seja, eles têm chance de se valorizar somente se a empresa der certo e atrair mais interessados em investir neles.

Combate a golpes

A Chainalysis, especializada em segurança, estima que foram desviados por criminosos 10% do dinheiro levantado em ICOs com base na plataforma ethereum, que também usa blockchain.

Nos Estados Unidos, a Securities and Exchange Comission (SEC), equivalente à nossa Comissão de Valores Mobiliários, decidiu que os tokens vendidos numa ICO devem ser considerados papéis financeiros e que as operações precisam de registro.

Países como Canadá e Cingapura já decidiram que as ICOs precisam ser registradas e reguladas como emissão de papéis financeiros, segundo o Financial Times.

O blockchain registra as operações feitas com moedas virtuais como o bitcoin, evitando fraudes. Apesar disso, não consegue combater golpes, quando os donos das moedas são enganados por criminosos.

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