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Jamie Dimon, do JPMorgan, não para de criticar o bitcoin

Jamie Dimon, do JPMorgan, acredita que governos vão acabar com o bitcoin / Steve Jurvetson/Creative Commons
Jamie Dimon, do JPMorgan, acredita que governos vão acabar com o bitcoin / Steve Jurvetson/Creative Commons

O JPMorgan Chase é o maior banco dos Estados Unidos e o segundo do mundo, em valor de mercado. Seu presidente, Jamie Dimon, não consegue parar de criticar a moeda digital bitcoin.

Em setembro, ele chamou o bitcoin de fraude. Na quinta-feira (12/10), o executivo disse que não voltaria a falar na criptomoeda, para voltar a criticá-la no dia seguinte.

“Se for você suficientemente estúpido para comprar, vai acabar pagando o preço um dia”, afirmou Dimon, durante evento do Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês), em Washington. “O valor do bitcoin é somente o que outro cara pagará por ele.”

O presidente do JPMorgan acredita haver grande chance de que os compradores estejam fazendo com que os preços subam todos os dias para que outras pessoas se interessem pela moeda, e eles possam sair do mercado.

Na sexta-feira, o bitcoin fechou com cotação recorde, acima de US$ 5.800. Neste ano, o preço da criptomoeda foi multiplicado por seis.

Dimon destacou que o bitcoin é muito pequeno, comparado à economia mundial. Somente o JPMorgan movimenta diariamente cerca de US$ 6 trilhões ao redor do mundo.

O valor de mercado de todos os bitcoins soma menos de US$ 100 bilhões.

Modelo distribuído

Bancos centrais são responsáveis por moedas convencionais, como dólar, euro e real. O modelo do bitcoin, no entanto, é descentralizado.

A função do banco central é garantir a estabilidade da moeda. Para evitar grandes flutuações, as autoridades monetárias usam a taxa básica de juros, regulando oferta e demanda.

Como não existe um banco central responsável pelo bitcoin, a moeda vem apresentando altas expressivas, já que a demanda cresce mais rápido que a oferta e ninguém faz nada a respeito disso.

A tecnologia que permite ao bitcoin funcionar chama-se blockchain.

As transações são processadas pelos computadores que fazem parte da rede e o blockchain registra essas transações e a quantidade de moedas em cada carteira virtual.

Todos os participantes têm cópias desse registro, o que protege o sistema de fraudes. Dimon afirmou acreditar no potencial do blockchain para registrar transações digitais com moedas convencionais, mas não com bitcoin.

Combate ao crime

O presidente do JPMorgan acredita que os governos vão acabar com o bitcoin, por não gostar de transações financeiras anônimas.

“Se você vive na Venezuela, Coreia do Norte ou Cuba, se você é um criminoso, é um ótimo produto. É melhor do que deixar dinheiro depositado nesses países”, disse Dimon.

O executivo acrescentou que em setembro, da última vez em que chamou o bitcoin de fraude, sua filha enviou uma mensagem dizendo: “Pai, eu tenho dois bitcoins”.

“Minha filha que costumava ser inteligente”, brincou.

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