inova.jor

inova.jor

Confederação de TIC prevê receber R$ 1 bilhão do Sistema S

Acesso a recursos do Sistema S pela Contic depende de aprovação de lei / Groman123/Creative Commons
Acesso a recursos do Sistema S pela Contic depende de aprovação de lei / Groman123/Creative Commons

O Ministério do Trabalho concedeu em 27 de outubro o registro sindical para a criação da Confederação Nacional da Tecnologia da Informação e Comunicação (Contic). Ela deve receber cerca de R$ 1 bilhão do Sistema S.

A confederação foi formada a partir da união da Federação Brasileira de Telecomunicações (Febratel), da Federação Nacional das Empresas de Informática (Fenainfo) e da Federação Nacional de Instalação e Manutenção de Infraestrutura de Redes de Telecomunicações e de Informática (Feninfra).

Ela reúne mais de 75 mil empresas, que representam 8% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e empregam mais de 2 milhões de pessoas.

Eduardo Levy, presidente executivo da Febratel, conversou com o inova.jor sobre a Contic.

Por que foi criada a Contic?

Eduardo Levy, da Febratel / Divulgação
Eduardo Levy, da Febratel / Divulgação

Ela é fundamental para o país. O futuro de qualquer país competitivo, com aumento extraordinário de produtividade, depende do uso de soluções completas de TIC, para passar de uma posição analógica para uma posição digital.

Questões digitais de um país incluem a facilidade de administrar dados, a rapidez com que possam ser analisados e a automaticidade com que isso possa ser feito, entre outros fatores.

Então, a Contic vem formada por três federações, o que traz até uma coincidência com a reorganização que o governo fez há um ano e pouco, ao juntar o Ministério das Comunicações e o Ministério de Ciência e Tecnologia.

Essa confederação, trazendo recursos do Sistema S num futuro breve, poderá alavancar desenvolvimento, treinamento e indução para que realmente o Brasil se torne um país digital. E não analógico, como é hoje.

O que deve mudar para empresas e trabalhadores do setor?

Tudo o que a TIC faz deve ser acelerado. Há uma mudança das profissões. Precisamos de uma adaptação das pessoas para as necessidades futuras.

A gente não lembra, mas havia muito ascensorista. Eu, pela minha idade, trabalhei numa empresa que tinha mais de mil telefonistas que faziam ligações manuais de um ponto a outro.

Então, o país tem de se preparar para essa mudança de profissões e a Contic traz recursos do Sistema S, induzindo e estimulando esse desenvolvimento.

Quanto devem somar esses recursos?

Estimamos que a confederação deva ter em torno de R$ 1 bilhão por ano de recursos que já existem e são carreados para outras confederações hoje, e que naturalmente devem ser aplicados nesse setor que é o setor do futuro.

É um setor que merece, em qualquer país, atenção maior do governo, das confederações, dos institutos de desenvolvimento e das universidades. Ou seja, de toda a sociedade.

O que precisa ser feito para que os recursos comecem a ser aplicados dessa forma?

Em primeiro lugar, é importante a sociedade se conscientizar dessa importância e, em consequência, acelerar e agilizar a elaboração de uma lei que crie a o Sistic, que é o Sistema S dessa confederação.

A criação do Sistic é uma necessidade e uma condição necessária para que haja esses recursos carreados para o setor.

Sempre houve uma reclamação, até da parte do governo, de que havia muitos interlocutores no setor de TIC. Isso deve mudar?

Pela forma como foi criada a confederação, com três federações ligadas ao setor de interesse econômico, sim.

A confederação tem na sua diretoria dois representantes de cada federação. O titular de cada uma delas compõe efetivamente a presidência com duas vice-presidências, com um rodízio entre eles, e uma presidência executiva para fazer o trabalho do dia a dia.

Com isso a interlocução fica muito mais concentrada nessa pequena administração, de importância fundamental.

Comentários

comentários

Publicações relacionadas

A União Europeia anunciou uma iniciativa para levar banda larga para todas as pessoas e empresas / Groman123/Creative Commons

Setor precisa de novas políticas públicas

Quando a Lei Geral de Telecomunicações (LGT) foi criada, os definidores do marco regulatório estudaram modelos adotados para as telecomunicações em várias partes do mundo. Políticas públicas internacionais de sucesso costumam permear as discussões sobre melhorias no mercado nacional. Numa época de mudanças estruturais e de revisão do modelo regulatório[…]

Leia mais »

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Bitnami