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O chip de celular vai deixar de existir. O que muda?

Com o eSIM, mudar de operadora será tão fácil quanto fazer login num aplicativo / Sam Carpenter/Creative Commons
Com o eSIM, mudar de operadora será tão fácil quanto fazer login num aplicativo / Sam Carpenter/Creative Commons

O SIM card, chip que identifica o número e a operadora do celular, vai em breve deixar de existir. Essa identificação passará a ser feita por software e isso trará grandes mudanças para consumidores, fabricantes e operadoras.

Na verdade, o chamado SIM eletrônico, ou eSIM, já existe. O primeiro equipamento a usá-lo foi o relógio inteligente Samsung Gear S2, lançado no ano passado.

A transição de um chip físico para a autenticação por software é essencial para possibilitar o desenvolvimento da internet das coisas.

Dezenas de bilhões de dispositivos, muitos deles bem pequenos, vão se conectar pela rede celular.

A consultoria Strategy& chamou, em estudo recente, o SIM card de “algema dourada”, que atualmente prende o consumidor à sua operadora.

A disseminação do eSIM vai mudar esse cenário.

“Com o desaparecimento do cartão físico, a setor entra num período de dois ou três anos de grande mudança, com amplas fatias do mercado de telecomunicações potencialmente em disputa”, escreveram Olaf Acker, Jean-Thomas Célette, Tobias Bergtholdt e Mientje Krüger, da Strategy&.

Escolher um plano e usar uma nova operadora deve se tornar tão fácil quanto se conectar a uma rede wi-fi.

Incertezas e oportunidades

Operadoras que têm rede própria, como China Mobile, Vodafone, Airtel, América Móvil (Claro) e Telefônica (Vivo), são as que enfrentam as maiores incertezas.

Elas têm o desafio de manter os clientes na sua base, mesmo depois do fim do chip físico.

As maiores oportunidades, ainda segundo a consultoria, se apresentam aos fabricantes, que poderão oferecer conectividade juntamente com os aparelhos.

A Amazon, com o Kindle, já faz isso há alguns anos, antes mesmo de o SIM card desaparecer.

Além da facilidade de escolha, os consumidores poderão começar a acrescentar múltiplos aparelhos num mesmo plano, o que deve reduzir preços e simplificar o gerenciamento de contratos.

Também será muito mais fácil fugir das tarifas de roaming internacional, já que conectar-se a uma nova operadora será tão simples quanto fazer login num aplicativo.

Segundo o estudo da Ericsson, 28 bilhões de equipamentos serão candidatos ao uso do eSIM em 2021. A Cisco estima que, em 2020, haverá 50 bilhões de equipamentos conectados no mundo.

eSIM: A evolução do SIM card / Fonte: Strategy&

 

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