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O que esperar do Plano Nacional de IoT

IoT: A internet das coisas pode fazer o trânsito fluir entre 5% e 25% melhor / Renato Cruz/inova.jor
A internet das coisas pode fazer o trânsito fluir entre 5% e 25% melhor / Renato Cruz/inova.jor

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançaram recentemente o Plano Nacional de IoT (internet das coisas, na sigla em inglês).

O documento pretende guiar políticas públicas e ações da área entre 2018 e 2022 em quatro vertentes prioritárias:

  • cidades,
  • saúde,
  • agronegócio, e
  • indústria.

O objetivo é melhorar a qualidade de vida da população e estimular o desenvolvimento sustentável por meio da tecnologia.

De fato, a IoT é um fenômeno que já impacta diversos setores da sociedade e, em um futuro não tão longínquo, deve impactar ainda mais.

Estudo da software.org, entidade ligada à BSA – Software Alliance, organização global representante de fabricantes de softwares, estima que até 2020 mais de 50 bilhões de dispositivos no mundo, entre televisores, relógios e eletrodomésticos, estarão conectados entre si.

Num recorte nacional, o impacto econômico da IoT no nosso país tem potencial para alcançar US$ 200 bilhões, anualmente, até 2025, de acordo com dados de estudo encomendado pelo BNDES ao CPqD e à consultoria McKinsey.

Dessa forma, em termos práticos, o Plano Nacional de IoT vem incentivar novos talentos e negócios nesse ecossistema digital que podem levar à ampliação da competitividade nacional frente a outros países, mudando o dia a dia de empresas e pessoas.

Qualidade de vida

O estudo da software.org traz evidências importantes de como a IoT consegue amenizar ou mesmo resolver problemas comuns a cidades de diversos países, inclusive o Brasil, proporcionando mais qualidade de vida à população.

Alguns exemplos:

  • uma gestão conectada do tráfego pode fazer o trânsito fluir entre 5% e 25% melhor;
  • sensores de segurança pública e novos modelos de monitoramento residencial podem diminuir as taxas de crimes em 20%;
  • a ampla adoção da internet das coisas pode fazer a emissão de gases de efeito estufa cair em 19%, o consumo de energia nas residências em 10% e o consumo das fábricas em até 30%;
  • por fim, os custos com tratamentos contra doenças crônicas têm potencial de queda de até 50%.

Esses e outros exemplos fazem parte de experimentos já empregados em cidades inteligentes e devem significar um impacto de US$ 11,1 trilhões na economia até 2025, aponta o estudo da software.org.

Sob a perspectiva desses exemplos, fica claro perceber que o Plano Nacional de IoT configura um passo importante para a criação de um ambiente mais propício ao desenvolvimento de soluções inovadoras no Brasil.

O plano é resultado de um processo longo, que incluiu a elaboração de diagnósticos e a seleção de temas prioritários, com a participação de diversos agentes da sociedade, dentre eles a BSA.

A abertura para diálogo e a vontade de escutar diferentes setores do mercado trouxe uma pluralidade para o plano, que reflete as necessidades do país.

  • Antonio Eduardo Mendes da Silva (Pitanga) é country manager da BSA no Brasil

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