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Como deve evoluir a digitalização da indústria brasileira

A fábrica-laboratório Labelectron, da Fundação Certi, é um exemplo de Indústria 4.0 no Brasil / Renato Cruz/inova.jor
A fábrica-laboratório Labelectron, da Fundação Certi, é um exemplo de Indústria 4.0 no Brasil / Renato Cruz/inova.jor

Poucas indústrias brasileiras adotam tecnologias digitais avançadas. Segundo pesquisa do Projeto Indústria 2027, somente 1,6% das empresas encontra-se hoje na chamada Indústria 4.0.

Em dez anos, esse percentual deve subir para 21,8%.

A Indústria 4.0 promove a integração da automação da fábrica aos demais sistemas digitais da empresa, com adoção de tecnologias como internet das coisas, inteligência artificial e computação em nuvem.

Apenas 15,1% das companhias ouvidas têm projetos em execução para incorporar tecnologias digitais de última geração.

A maioria delas (45,6%) realiza estudos iniciais ou tem planos aprovados sem execução, enquanto 39,4% não têm nenhuma ação prevista nessa área.

Estágios tecnológicos

A pesquisa considerou os seguintes estágios tecnológicos digitais:

  • 1 – produção rígida, com uso pontual de tecnologias da informação e comunicação (TIC) e automação rígida e isolada;
  • 2 – automação flexível ou semiflexível, com uso de TICs sem integração ou integração apenas parcial entre áreas da empresa;
  • 3 – uso de TICs integradas e conectadas em todas atividades e áreas da empresa.
  • 4 – produção conectada e inteligente, com tecnologias da informação integradas, fábricas conectadas e processos inteligentes e capacidade de subsidiar gestores com informações para tomada de decisão.

Estágios da indústria brasileira / Fonte: CNI

O estudo mostrou que 77,8% estão nos estágios 1 e 2. Em dez anos, no entanto, a maioria deve passar para 3 e 4.

A transformação digital é essencial para garantir a competitividade da indústria brasileira.

A pesquisa ouviu 759 médias e grandes empresas entre junho e novembro deste ano.

O Projeto Indústria 2027 é uma iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), em parceria com as universidades Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Estadual de Campinas (Unicamp).

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