inova.jor

inova.jor

Por que o Ripple tornou-se a segunda maior criptomoeda

Criada pela Ripple, a criptomoeda XRP subiu 38.000% no ano passado / Ivan Malkin/Creative Commons
Criada pela Ripple, a criptomoeda XRP subiu 38.000% no ano passado / Ivan Malkin/Creative Commons

O bitcoin tem recebido muita atenção nos últimos meses. No lugar de ser utilizada para comprar coisas, a moeda digital acabou se tornando um ativo para investimentos de alto retorno e também de alto risco.

A criptomoeda de maior valorização no ano passado, no entanto, é o XRP, também conhecido por Ripple, nome da empresa que o lançou.

No ano passado, o XRP subiu 38.000%, passando de US$ 0,006 em 1º de janeiro para US$ 2,30 em 31 de dezembro. Hoje (4/1), era negociado no meio do dia a US$ 3,65, acumulando valorização de 58% em 2018.

O bitcoin é anônimo e descentralizado. Funciona a partir de uma rede formada pelos próprios detentores da moeda. Ninguém sabe a identidade de real de seu criador, que adota o pseudônimo Satoshi Nakamoto.

O XRP, por outro lado, foi criado pela empresa Ripple, que fornece serviços de transferências internacionais para instituições financeiras, baseados na tecnologia blockchain.

Todos os participantes da rede são identificados.

A tecnologia blockchain também serve de base para as demais criptomoedas, como o bitcoin e o ether.

Segurança e baixo custo

O blockchain aumenta a segurança e reduz os custos das transações financeiras, ao dispensar a necessidade de autenticação e de câmaras de compensação.

O processamento das transações é distribuído, e o registro delas fica armazenado nos computadores de todos os participantes da rede de blockchain, o que dificulta fraudes.

A Ripple informa ter como clientes mais de 100 instituições financeiras em todo o mundo. Alguns clientes adotam a tecnologia da empresa sem usar o XRP como moeda.

Um dos grandes problemas do bitcoin é a capacidade de processamento das transações. Uma transferência de bitcoin pode demorar mais de uma hora para ser processada.

A Ripple promete transações com XRP processadas em quatro segundos. As transações com o ether, considerado por muito tempo a principal alternativa ao bitcoin, levam mais de dois minutos.

Liquidez

Os sistemas tradicionais adotados por bancos demoram de três a cinco dias para processarem transferências internacionais.

Além dessa demora, também existe um problema de liquidez. Segundo a Ripple, os bancos precisam deixar US$ 10 trilhões disponíveis em contas ao redor do mundo para viabilizar transferências internacionais.

Com a adoção do blockchain, as transações tornam-se praticamente instantâneas, sem a necessidade de manter esse dinheiro todo parado.

Comentários

comentários

Publicações relacionadas

O Banco inter lançou recentemente o serviço de banco digital para pequenas e médias empresas / Renato Cruz/inova.jor

Banco Inter quer ser o primeiro banco brasileiro 100% na nuvem

O Banco Inter quer se tornar o primeiro banco brasileiro 100% na nuvem. Controlado pela família Menin, dona da incorporadora MRV, oferece contas digitais sem a cobrança de tarifa desde 2015. “Como banco de varejo, já nascemos digitais”, afirma João Vitor Menin, presidente do Banco Inter. “Nunca chegamos a ter[…]

Leia mais »
O MindSphere, da Siemens, permite analisar em tempo real dados gerados por máquinas / Renato Cruz/inova.jor

Siemens procura desenvolvedores de aplicativos para a indústria

HANNOVER Na chamada Indústria 4.0, as máquinas são conectadas e geram informações a partir de sensores. O software que controla o chão de fábrica está ligado ao sistema de gestão empresarial. É possível receber eletronicamente os pedidos dos clientes e fabricar produtos personalizados sem paradas da linha de produção para reconfigurá-la.[…]

Leia mais »

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Bitnami