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É preciso garantir conectividade de qualidade antes do 5G

O Brasil ainda tem muito o que avançar no 3G e no 4G antes da chegada do 5G / Renato Cruz/inova.jor
O Brasil ainda tem muito o que avançar no 3G e no 4G antes da chegada do 5G / Renato Cruz/inova.jor

Apesar de diversas regiões do Brasil lutarem ainda pelo sinal do 3G e a cobertura do 4G ser bastante restrita, a próxima geração já está em pauta, ou seja, o 5G.

Estima-se que 2020 será o ano da chegada da promessa de alta velocidade, alta capacidade e alta performance ao país.

Mas, a exemplo do 4G, que estaria a pleno vapor na Copa do Mundo de 2014 no Brasil e não se confirmou, é um cenário bem improvável que o 5G funcione antes de as gerações anteriores estarem operando dignamente.

Planejar a quinta geração de telefonia celular no momento é como construir um edifício sem alicerces, rodar com um carro sem pneus ou fazer uma criança correr sem aprender a andar.

Infraestrutura

Rudinei Santos Carapinheiro, da Skylane Optics / Divulgação
Rudinei Santos Carapinheiro, da Skylane Optics / Divulgação

Para tudo é preciso cumprir etapas, e não dá para decorar a casa antes de terminar a construção.

Embora o governo brasileiro já tenha anunciado em fevereiro de 2017 o Projeto 5G Brasil, e tenha firmado acordos de cooperação com a União Europeia e a Coreia do Sul, existe um abismo de distância para o bom funcionamento do 5G aqui.

Arrumar a infraestrutura atual deve ser um pré-requisito para qualquer avanço tecnológico.

Um recente relatório da SNS Research indica que as operadoras móveis vão ter de investir mais de US$ 21 bilhões por ano quando tiver início a implementação das tecnologias padronizadas para o 5G.

E a previsão é que o início dos investimentos comece em 2019. E a previsão para o bom funcionamento das tecnologias atuais?

Se a tecnologia 5G estima uma velocidade de transmissão de até 20 gigabits por segundo, contra no máximo de 1 gigabit por segundo do 4G, isso deve representar um aumento intensivo na capacidade das redes para o uso de dados.

Mas o que precisamos de verdade é foco no bom funcionamento das redes 3G e 4G, que permitem a transmissão de dados por meio de redes móveis para celulares fornecidas pelas operadoras de telefonia.

É necessário ter um bom sinal de cobertura para que elas funcionem perfeitamente – e é aí que está o ponto de discussão.

Investimento

As grandes operadoras ainda não atendem devidamente a demanda por falta de preparo ante o crescimento rápido do uso de dados nos telefones celulares.

Com a falta de preparo, as estações radiobase (ERBs) não são suficientes e há necessidade de mais instalações.

A fibra óptica só chega às grandes cidades, deixando o interior desprovido – e conta com a conectividade de pequenas operadoras.

Na Amazônia, internet só com radiofrequência. Ou seja, não seria prioritário investir em melhoria das redes de fibra óptica e ERBs para depois pensar em investimentos de ponta?

Não que o 5G deva ser freado. Ao contrário, a tecnologia deve oferecer novas oportunidades de negócios a nível global por meio de um melhor desempenho.

O 5G aborda os recursos futuros, como taxa de dados, latência de ponta a ponta, cobertura, virtualização, computação em nuvem e promessa de criar hiperconectividade para oferecer serviços sem precedentes de forma segura e controlada.

No entanto, antes disso é preciso o foco das operadoras para levar conectividade de qualidade para todo o pais e depois investir na chegada do 5G.

  • Rudinei Santos Carapinheiro é diretor de novos negócios da Skylane Optics

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