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Para onde vai o trem ultrarrápido hyperloop

A criação do trem ultrarrápido hyperloop foi proposta pelo empresário Elon Musk / Divulgação
A criação do trem ultrarrápido hyperloop foi proposta pelo empresário Elon Musk / Divulgação

Em 2012, Elon Musk, fundador da Tesla e da SpaceX, sugeriu a criação de um novo meio de transporte, que chamou de hyperloop. No ano seguinte, publicou um relatório de 57 páginas em que detalhava a ideia.

O sistema imaginado por Musk é formado por tubos, com cápsulas que transportam pessoas e carga numa velocidade próxima à do som.

A ideia do empreendedor foi tirar o atrito e a resistência do ar do sistema, para permitir que as cápsulas se movimentem mais rapidamente que um avião, sem gastar muita energia.

As tecnologias do sistema são levitação magnética para as cápsulas e bombas de vácuo para tirar quase todo o ar dos tubos.

As cápsulas devem alcançar 1.120 quilômetros por hora. Para comparar, um Boeing 747, em voo de cruzeiro, chega a 880 quilômetros por hora.

Em sua proposta, Musk calculou que uma linha entre Los Angeles e São Francisco custaria US$ 6 bilhões. E que com bilhetes de US$ 20 seria possível ter uma operação lucrativa.

A viagem levaria 30 minutos, comparada a seis horas de carro ou a 12 horas de trem convencional.

Ao propor a ideia, Musk avisou que não teria tempo de desenvolvê-la. E então outros empreendedores passaram a persegui-la.

Projetos em andamento

Hoje (15/2), a Hyperloop Transportation Technologies (HTT) anunciou acordos com autoridades estaduais nos Estados Unidos para trabalhar num sistema entre as cidades de Cleveland (Ohio) e Chicago (Illinois).

Com sede em Los Angeles, a empresa é uma das que foram criadas para tornar o hyperloop real.

A HTT formou um consórcio para trabalhar no projeto interestadual, e o anúncio deve ser detalhado num evento dia 26 em Cleveland.

Além dos Estados Unidos, a HTT assinou acordos em Abu Dhabi, Coreia do Sul, Eslováquia, França, Indonésia e República Checa.

Bibop Gresta, presidente do conselho e cofundador da HTT, esteve no Brasil no passado.

Ele conversou com Guto Ferreira, presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), sobre as perspectivas do hyperloop no Brasil.

Testes e viabilidade

Outra empresa na corrida pelo novo sistema de transporte é a Virgin Hyperloop One, também sediada em Los Angeles. Ela recebeu investimento do bilionário britânico Richard Branson.

A empresa espera lançar sua primeira linha comercial em dois anos, mas ainda não anunciou qual será o trajeto.

Em dezembro, a Virgin Hyperloop One conseguiu fazer, no deserto de Nevada, uma cápsula atingir a velocidade de 380 quilômetros por hora, sem o sistema de tubos.

Ainda não existe nenhum hyperloop em funcionamento, nem mesmo experimental.

A demostração foi o mais próximo que alguma empresa chegou da proposta de Musk.

O próprio Elon Musk mudou de ideia e começou a trabalhar num sistema próprio. Ele promoveu várias competições com estudantes de engenharia, usando um tubo de curta distância que construiu na sede da SpaceX.

Para virar realidade, o hyperloop ainda precisa provar se é competitivo com os meios de transporte existentes, tanto do ponto de vista de custos quanto de segurança.

Musk imaginou o hyperloop como um sistema de baixo consumo, movido a energia solar. Os testes feitos até agora, no entanto, ainda não conseguem garantir se será assim.

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