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Drones trazem novas possibilidades de negócios para startups

Soluções de drones exigem muitas vezes conhecimento profissional específico / Divulgação
Soluções de drones exigem muitas vezes conhecimento profissional específico / Divulgação

O ecossistema de startups e dos drones tem muito em comum: necessidade de baixo investimento inicial, capacidade de dar escala rapidamente e mercado em crescimento explosivo.

Engana-se, entretanto, quem imagina a construção de um drone como diferencial. Essa fase já passou.

O caminho agora é desenvolver soluções embarcadas ou de pós-processamento para nichos de mercado que podem até incluir a construção de um tipo específico de drone.

Mas, pela abundância de modelos existentes, vale mais a pena usar as plataformas existentes como, por exemplo, os da marca chinesa DJI, que detém 70% do market share global do setor de multirrotores.

No Brasil, existem também marcas muito competitivas que começaram como startups, mas que já estão produzindo drones de asa fixa de muita qualidade e já iniciando exportação para outros países, como a gaúcha Skydrones, a catarinense Horus, a carioca Santos Lab e as paulistas Xmobots e Nuvem.

Todas expositoras da quarta edição da feira DroneShow que acontece em São Paulo entre 15 e 17 de maio.

Para empreender na área é preciso estar atento a alguns cuidados. Um dos principais é conhecer a regulamentação do setor para ver o que está ou não autorizado a ser feito.

Os órgãos a serem consultados são a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), responsável pela validação dos projetos e registro dos drones e pilotos, e pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), que autoriza cada operação respeitando limites de segurança.

Outro fator fundamental é conhecer as demandas da solução que, na maioria das vezes, requer conhecimentos profissionais específico, como no caso da agricultura.

Processamento de dados

Emerson Granemann, da DroneShow / Divulgação
Emerson Granemann, da DroneShow / Divulgação

O universo de aplicações dos drones amplia muito as possibilidades de desenvolvimento de soluções específicas, principalmente relacionadas às formas de processamento dos dados obtidos.

Tanto na agricultura quanto nas inspeções de instalações ou obras, os tipos de análises de cultura e superfície requerem diferentes tipos de softwares de processamento das imagens que podem ser feitas nas nuvens ou, no caso de locais remotos, no próprio local, devido à pressa na obtenção dos resultados.

Respostas espectrais diferentes de culturas como milho, soja, cana de açúcar entre outras, assim como superfícies de uma torre de transmissão de energia ou um gasoduto são obtidos por sensores diferentes, embarcados nos drones, e requerem processamentos distintos.

Nesse caso todas estas opções são oportunidades para as startups.

Para que tudo isso seja viável, soluções muito esperadas atualmente são baterias que ampliem a autonomia de voo dos drones e mais opções de software para elaboração do plano de voo e navegação.

Acessórios para serem adaptados a drones para transportar produtos para pulverização de lavouras ou combate a incêndios, soltar um salva-vidas na água, levar medicamentos ou coletar sangue para exames começam a chegar ao mercado, mas podem ser aprimorados.

As forças de segurança pública já estão testando o uso de drones para as ações de prevenção e remediação de crimes.

Mas é nas aplicações de segurança privada em condomínios e parques industriais que o monitoramento por drones vem requerendo soluções que tornem o investimento acessível para moradores e empresários.

Enfim, existe um mundo de possibilidades de uso dos drones, onde antes o processo era feito de outra forma ou em atividades que nunca sequer foram pensadas com outros métodos.

  • Emerson Granemann é diretor geral da DroneShow

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