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Por que a Microsoft decidiu comprar o GitHub

Chris Wanstrath, do GitHub, e Satya Nadella e Nat Friedman, da Microsoft / Divulgação
Chris Wanstrath, do GitHub, e Satya Nadella e Nat Friedman, da Microsoft / Divulgação

A Microsoft confirmou hoje (4/6) a compra do GitHub, plataforma para desenvolvedores de software, por US$ 7,5 bilhões. A aquisição reforça a estratégia da empresa de software no mercado de computação em nuvem.

Houve um tempo em que a Microsoft via o software aberto (que pode ser modificado e usado gratuitamente) como o inimigo. Mas muita coisa mudou nos últimos anos, principalmente desde que Satya Nadella assumiu a direção da empresa, em 2014.

“A Microsoft está totalmente comprometida com o software de código aberto”, escreveu Nadella, sobre a compra.

O GitHub é uma plataforma em que mais de 28 milhões de desenvolvedores colaboram em projetos de software. O negócio anunciado é uma forma de aproximar essa comunidade do Azure, serviços de nuvem da Microsoft.

No trimestre passado, a divisão Intelligent Cloud (que inclui o Azure) cresceu 11%, com faturamento de US$ 7,4 bilhões. As receitas totais da Microsoft somaram US$ 23,3 bilhões.

O GitHub continuará a operar de forma independente, sob a direção de Nat Friedman, atual vice-presidente da Microsoft, quando a operação for aprovada pelas autoridades regulatórias.

Transformação digital

A aquisição também fortalece a posição da Microsoft no movimento de transformação digital, em que companhias dos mais variados setores tornam-se empresas de software.

Os desenvolvedores que utilizam o GitHub atuam em mais de 1,5 milhão de empresas ao redor do mundo, e a plataforma abriga mais de 85 milhões de repositórios de código.

No blog oficial da Microsoft, Nadella garantiu que os usuários do GitHub continuarão a poder escolher as linguagens de programação, ferramentas e sistemas operacionais que quiserem usar em seus projetos.

Ele também apontou que, com a aquisição, a Microsoft planeja acelerar o uso do GitHub por grandes empresas, por meio de seus parceiros e canais.

Além disso, a empresa quer levar suas ferramentas e serviços de desenvolvimento de software para novos públicos.

No mês passado, o banco Morgan Stanley divulgou um relatório apontando que a Microsoft tem condições de se tornar a primeira empresa com valor de mercado de US$ 1 trilhão, devido principalmente ao crescimento do mercado de nuvem pública.

Na tarde hoje, a empresa valia US$ 777 bilhões.

Apple, Amazon e Alphabet (controladora do Google) estão à frente nessa corrida.

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