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Não há mais espaço para amadorismo em redes

A perspectiva da chegada do 5G também deve ser considerada na escolha da tecnologia de redes / tackyshack/Creative Commons
A perspectiva da chegada do 5G também deve ser considerada na escolha da tecnologia de redes / tackyshack/Creative Commons

Planejar a estrutura de conectividade de uma empresa é uma tarefa que exige o dimensionamento da necessidade atual e da demanda futura.

No entanto, não basta montar uma rede pensando somente na capacidade, mas também na qualidade do material que deve ser utilizado para garantir uma boa experiência do usuário.

É importante lembrar que o aumento do tráfego na rede e a nova era dos dispositivos IP (sigla em inglês de protocolo de internet), com a tendência Byod (sigla em inglês de traga seu próprio dispositivo ao trabalho), há um crescimento simultâneo no consumo de dados, armazenamento, segurança e requisitos de hardware.

Em conjunto com a redução nos custos mundiais de servidores e largura de banda, isso está impulsionando um avanço sem precedentes do consumo de dados.

Por isso, na hora de planejar o cabeamento, é importante investir na qualidade do material, na eficiência da rede e o gerenciamento de energia para suportar as novas tecnologias e os serviços futuros, com soluções que ofereçam possibilidades de longo prazo.

Vale também observar se a tecnologia escolhida está dentro da norma, se é possível contar com suporte nacional, certificações e compatibilidade com os demais elementos da rede.

Afinal, esta infraestrutura é construída apenas uma vez, então os erros que são cometidos nesta fase são difíceis de corrigir.

É essencial também definir como o cabo fará a transmissão de dados. Se ele for enterrado, com ou sem tubulação, marítimo, interno, aéreo ou se utiliza torres de transmissão.

Criada com a função de transmitir informações em velocidades maiores e com uma qualidade melhor, a fibra óptica consiste em um filamento flexível e transparente fabricado a partir de vidro ultrapuro ou plástico extrudado, utilizado como condutor de elevado rendimento de luz, imagens ou impulsos codificados.

Demanda de dados

Rudinei Santos Carapinheiro, da Skylane Optics / Divulgação
Rudinei Santos Carapinheiro, da Skylane Optics / Divulgação

Muitos provedores superdimensionam as suas redes deixando as fibras instaladas, porém desligadas dos aparelhos de transmissão.

As fibras não utilizadas são chamadas de dark fibre, fibra passiva ou fibra escura. Essas fibras fazem parte da capacidade potencial da rede de dados do provedor e servem para ser alugadas a terceiros para enlaces que podem ser privados ou não ou podem ser utilizadas no futuro para expandir a capacidade real da rede óptica.

A utilização de cabos de fibra óptica corretos é um bom começo em qualquer implementação de uma rede óptica, porem o implementador deve ser muito cuidadoso ao instalar a fibra, mantendo a limpeza dos terminais, realizando fusões e emendas das fibras só se for necessário, utilizando equipamentos de boa qualidade que minimizem as perdas do enlace desenhado.

Há vários fornecedores no mercado internacional que trabalham com baixos custos, mas o preço pode ser elevado. Em geral, eles não oferecem estrutura de pós-venda nem suporte em caso de defeitos, por isso o investimento baixo pode se tornar uma dor de cabeça.

Opte por fornecedores certificados que ofereçam consultoria para sua rede e estrutura de apoio local. Uma rede bem planejada e instalada cuidadosamente faz toda a diferença no serviço ao cliente e na manutenção da rede evitando quedas e interrupções de serviço.

No Brasil, o investimento neste tipo de tecnologia vem crescendo muito em função do aumento de infraestrutura em backbones e backhauls (redes de transporte) para ampliação da cobertura celular 3G/4G, além do investimento para implantação de redes fixas de acesso FTTH (sigla em inglês de fibra até a casa do cliente), que proporcionam acessos em altas velocidades ao usuário.

A perspectiva da chegada do 5G, que atende à demanda crescente de uso de dados, também deve ser considerada na escolha da tecnologia.

  • Rudinei Santos Carapinheiro é diretor de novos negócios da Skylane Optics

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