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Newton da Costa fala sobre a quase-verdade

O trabalho de Newton da Costa pode ser aplicado em áreas como física teórica e inteligência artificial / Giovanni Bello
O trabalho de Newton da Costa pode ser aplicado em áreas como física teórica e inteligência artificial / Giovanni Bello

Criador da lógica paraconsistente, que admite contradições, o professor Newton da Costa é referência mundial em seu campo de estudo.

Seu trabalho pode ser aplicado a áreas tão diversas quanto a física teórica e a inteligência artificial.

Conversei com ele para a edição mais recente da Revista .br, do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).

A seguir, um trecho da entrevista.

O que é quase-verdade?

Nas ciências, hoje, as várias teorias, ao que tudo parece indicar, não refletem exatamente o real.

De fato, nunca saberemos, falando sob o prisma da ciência, se elas efetivamente refletem, de modo exato, a realidade ou não.

Mas elas podem espelhar, de maneira parcial, essa realidade. Inclusive, podem fornecer uma ideia geral de como é o universo.

Todavia, sempre de modo parcial e aproximado. Para tornar rigoroso tudo o que acabei de dizer, defini o conceito de quase-verdade (ou verdade parcial).

As várias teorias das diversas ciências, deixando-se de lado a lógica e a matemática, são em geral tão somente quase-verdadeiras.

Então, elas funcionam como se fossem verdadeiras, até que se descubra uma versão mais apropriada, isto é, mais ampla e talvez mais próxima da verdade?

Exatamente, até que se descubra uma versão mais apropriada, quer dizer, mais aproximada da verdade, caso seja atingível.

Em certo sentido, as teorias são mais ou menos verdadeiras ou parcialmente verdadeiras. Porém, a quase-verdade não exclui a verdade.

Mas, é preciso frisar que certas sentenças empíricas são ou verdadeiras ou falsas e que são elas que garantem ou suportam a quase-verdade das teorias científicas. Ou seja, é o teste empírico que valida a quase-verdade.

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