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Por que os polos tecnológicos têm se descentralizado no Brasil

Polos de startups têm muito a contribuir com empresas / Divulgação
Polos de startups têm muito a contribuir com empresas / Divulgação

A cultura de um povo, país e empresa não nasce e cresce ao acaso. E, mais do que isso, não se fortalece sem pessoas para enriquecer o conjunto de ações, palavras e conhecimentos.

É por isso que os polos de empreendedorismo são importantes para fomentar a cultura de inovação.

Pesquisa da Associação Brasileira de Startups (Abstartups) e Accenture, intitulada Radiografia do Ecossistema Brasileiro de Startups, revela que o mapa das startups está se descentralizando no Brasil.

São pelo menos 130 comunidades espalhadas pelo país, batizados com nomes curiosos que mencionam características da região.

Pernambuco conta com a comunidade Manguezal, no Ceará há Rapadura Valley e em Minas Gerais, San Pedro Valley.

A pesquisa teve participação de mil startups, sendo que 73% estão localizadas em 10 comunidades.

Ecossistema de startups

Antonio Duran Jr., da Startup Mundi / Divulgação
Antonio Duran Jr., da Startup Mundi / Divulgação

Esses grupos que encontram-se fora dos grandes centros oxigenam e trazem um novo fôlego para o universo do empreendedorismo e o ecossistema de startups.

É certo que cidades como São Paulo, Belo Horizonte e Florianópolis são pólos consolidados de inovação.

Porém, regiões do Norte e do Nordeste do país também contribuem de maneira efetiva e rica.  

De acordo com a Radiografia do Ecossistema Brasileiro de Startups, os empreendedores mais satisfeitos dentre as 10 comunidades estão em Pernambuco, na comunidade de Manguezal, seguido do Paraná, na Red Foot, e Minas Gerais, em San Pedro Valley.

Os grupos estão crescendo e se aprimorando na mesma medida. Pois eles sabem que ter um panorama geral do ecossistema da startup é essencial para os fundadores, investidores e todos aqueles que trabalham neste universo.

Diálogo e troca de experiência

O ecossistema das startups tem muito a contribuir com as empresas, pois já desenvolveu grande parte do que as companhias estão querendo implementar agora.

E esses dois mundos, que antes estavam anos luz de distância agora estão se aproximando e criando pontes de conexão para diálogo e troca de experiências.

Os pioneiros estão dispostos a contar as novidades daquilo que descobriram, aprenderam e vivenciaram.

E esse diálogo e entendimento serão a chave para o sucesso daquilo que hoje damos o nome de inovação aberta.

Se pensarmos no esforço de trazer a cultura da inovação para dentro de uma empresa devemos considerar o fato de que ações esporádicas não levam a lugar algum — ou, sendo otimista, levam a algum lugar, mas por pouco tempo.

Assim, é fundamental ter em mente que a inserção da cultura de inovação deve ter ações contínuas e oferecer novos recursos que possam enriquecer o dia a dia de quem pretende estar dentro dela.

Viver a cultura de inovação é ter à disposição ferramentas, conceitos, abordagens e processos que contribuam para que isso aconteça de modo efetivo. É o que essas comunidades de empreendedores estão fazendo.

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