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Quando as máquinas aprendem a conversar de verdade

A Amazon quer transformar a Alexa num sistema de inteligência artificial que converse de verdade / Rob Albright/Creative Commons
A Amazon quer transformar a Alexa num sistema de inteligência artificial que converse de verdade / Rob Albright/Creative Commons

Máquinas que entendem comandos de voz já viraram lugar comum, mas os sistemas de inteligência artificial ainda não são capazes de participar de uma conversa de verdade, como o C-3PO, de Star Wars (ou o HAL 9000, de 2001, para dar um exemplo não tão benigno).

A Amazon quer mudar isso, e lançou ontem (29/9) o desafio Alexa Prize, que recebeu o nome de seu agente de voz Alexa, presente em diversos dispositivos, como o Echo.

O Echo é uma torre com microfone e caixas acústicas, ligada à internet, com a qual as pessoas podem interagir com comandos de voz. Alexa é o nome do sistema que responde a esses comandos.

A Amazon quer transformar a Alexa de um agente que atende comandos simples de voz para um sistema capaz de conversar naturalmente com as pessoas.

O Alexa Prize será um concurso anual de universidades com um prêmio de US$ 500 mil para o grupo que conseguir criar a melhor solução de inteligência artificial conversacional com base na Alexa.

Em sua primeira edição, as equipes terão de construir sistemas capazes de conversar sobre temas populares e eventos noticiosos.

Quem conseguir criar um bot capaz de manter uma conversa coerente e interessante com humanos por 20 minutos receberá um prêmio adicional de US$ 1 milhão.

O linguista Dan Jurafsky, professor da Universidade de Stanford, disse no comunicado da Amazon: “Conversar por 20 minutos é difícil para a maioria dos humanos e um desafio extraordinariamente ambicioso para bots que estão aprendendo a conversar como nós”.

As inscrições estão abertas e o vencedor será anunciado no evento AWS re:invent em novembro de 2017. Até 10 equipes serão patrocinadas pela Amazon, o que inclui US$ 100 mil, equipamentos com a Alexa, serviços gratuitos da Amazon Web Services (AWS) e apoio da equipe da Alexa.

Entre outros recursos, os estudantes terão acesso, para uso não comercial, às notícias e comentários do Washington Post. (O jornal pertence a Jeff Bezos, presidente e fundador da Amazon.)

As inscrições vão até 28 de outubro.

Melhores práticas

Na quarta-feira, foi anunciada a organização sem fins lucrativos Partnership on AI (sigla em inglês de inteligência artificial), para definir melhores práticas para o setor.

Além da Amazon, fazem parte da entidade o Google, DeepMind (que pertence ao Google), Facebook, IBM e Microsoft.

O objetivo da parceria é conduzir pesquisas nas seguintes áreas:

  • ética, equidade e inclusão;
  • transparência, privacidade e interoperabilidade;
  • colaboração entre pessoas e sistemas de inteligência artificial; e
  • confiabilidade, segurança e robustez da tecnologia.

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